Posts de Agosto, 2007

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Futuro e passado do RPG

Sexta-Feira - 31 Agosto, 2007

Amo RPG, isso num é segredo. Meu companheiro aqui do trabalho me falou outro dia: “Cara, você é um dos caras mais animados que eu conheço, sai com a gente pra qualquer lugar, anima qualquer programa… mas em dia que eu sei que você tem RPG eu desisto!” e RPG pra mim é lei!

Mas outra sessão termina por causa de motivos parecidos. Aquele papo de “o RPG não tem vencedores ou perdedores, todos se divertem” parece que foi deixado nos livros antigos de Dungeons & Dragons mesmo. A batalha pelo combo perfeito, pelas regras mais apuradas, pelas discussões entre os jogadores e o mestre, que deveria ser o mediador e a palavra definitiva nesses casos, simplesmente teimam em voltar e voltar e voltar… e eu vejo que não tem jeito. Hoje eu participo de vários grupos diferentes, poucos com as mesmas pessoas, e foi intencionalmente. Quanto mais experientes, maior a frequência dos conflitos. Todo mundo entende de regras o suficiente para saber exatamente aonde está o ponto de onde eles podem tirar proveito das regras para vencer mais no jogo (se é que isso é possível) e ainda sobrar alguns pontinhos para colocar em alguma coisa inútil só para poder falar depois: “Olha como não sou caça-bônus! Coloquei pontos aqui só pq não quero ficar tão absurdo”. Quando você presa pela história ou personalidade do personagem, não demora a aparecer a sugestão de alteração na ficha para ficar melhor.

A maioria já conta com o balanço do jogo, mas eles vivem lutando para destruir esse balanço. Num é paradoxal? Se o propósito é jogar um jogo balanceado, porque então não se faz personagens balanceados? Impressionante o número de erros de cálculo de nível de dificuldade, pois o que te dizem nos livros na maioria das vezes não está contando que os jogadores tenham esses combos mirabolantes. Ou o grupo esmaga os oponentes e se gaba no final, para desespero do mestre que busca um melhor nível de desafio, ou os monstros surram os personagens e uma briga entre os jogadores começa.

Não vou nem dissertar muito sobre o abandono da interpretação, última característica a ser pensada na maioria das vezes. Aquela de começar pelo conceito básico do personagem já foi pro saco há muito tempo. Começa-se pelas vantagens, desvantagens ou talentos, dependendo de qual sistema joga. Já vi jogador experiente se perguntando o que é aquele “concept” no topo da ficha. Já cansei também de ver as fichas com a parte “descrição” em branco. Aquela de cada jogador sempre fazer o mesmo personagem nem é o maior problema, o problema é o único personagem que o jogador se propôs a jogar. Corta o cabelo, muda a cor da roupa, atualiza pro cenário, tá pronto. Foi-se o tempo do “Eu sou o anão.” “Então eu serei o elfo”. “Você será o guerreiro e você será o mago.” e no meu caso sempre era seguido da frase “odeio jogar de mago”, mas era isso aí. Todo mundo acabava jogando com sua classe e ganhando cadeirinha de honra ou então revezava nos papéis, o que gerava coisas muito interessantes e nunca derrubava a monotonia. Zilhões de arquétipos, habilidades, cenários, livros e mais livros, e ainda tem gente que reclama quando o mestre limita. As regras que eram para ser apenas o que garantia o balanço e o desafio de um jogo que era, basicamente, um jogo de interpretação, agora viram o próprio jogo. Só faltava virar o fundo de uma caixinha que ficava na mão do mestre para conferir as regras, como aqueles jogos de tabuleiro. Aliás, há quem bata o pé afirmando “todo jogo tem suas regras e é assim que se joga” o que leva a terra vários escritos lendários que já foram apagados de vários livros mais novos de RPG que diziam coisas como “no RPG não há vencedores” ou “o RPG é baseado em uma das atividades mais antigas do mundo: contar histórias” ou simples “no RPG não existem regras, apenas existem guias que ajudam jogadores e mestres a jogar uma brincadeira cuja decisão depende da sorte”. É claro que sorte é a última coisa da qual os jogadores querem depender. Acho o cúmulo várias regras e habilidades que simplesmente anulam os famosos erros e acertos críticos, ou até mestres que eliminam essa regra para o jogo ficar mais rápido e menos aleatório. Mas é claro! Um turno que um personagem ou monstro perde certamente custará o final do combate, resolvido normalmente em poucas ações. Rola até uma preferência pelos combates mais rápidos, com o menor número de rolagens possível. Concordo, mas se tudo fosse resolvido na conversa, algo como “eu acho que se você parar o tempo e segurar o dedo no gatilho da sua metralhadora de frente para o seu alvo imóvel não há nem chances dele sobreviver”, certamente tudo se resolveria rapidamente. O pior é um dos jogadores começar a interrogar o mestre afirmando que a regra não é essa e ainda reclamar quando os jogadores se unem para tentar explicar como acontece na vida real. Se na vida real a cena provavelmente seria possível, imagine você a mesma cena acontecendo em um mundo virtual que na maioria das vezes preza pelos heróis e seus feitos fantásticos.

A matemática dos sistemas começa a beirar a perfeição dependendo do tipo de cada jogo. Quer fazer um personagem que seja dessa forma mais esdrúxula que você consegue pensar? O sistema muito provavelmente já possui regras para te contar como que essa coisa que você pensou funciona nas regras do jogo e tudo fica engrenado. Mas daí a se divertir com esse personagem começa cada vez mais ficar cada vez mais difícil, e o RPG deixa de ser Role-Playing Game, ou um Jogo de Interpretar, para se tornar um tipo de MCG, um Mathematics Combo Game, o jogo de se usar o maior número de variáveis e funções a seu favor.

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Nova aquisição : TIFA

Sexta-Feira - 24 Agosto, 2007

Quando comecei meus primeiros passinhos no mundo nerd eu via aquelas estatuazinhas e bonequinhos de personagens de filmes, video-games e etc e então pensava: ah, nunca vou comprar isso. Então o tempo passou e eu disse para mim mesmo: ah, vou comprar uma Tifa e uma Chun-Li pelo menos uma vez na vida só pra não falar que nunca comprei. Pois é, 50% do plano está completo:

Tifa 01

Tifa 02

Me pergunto se vou me render ao vício e comprar mais outros no futuro depois que tiver também minha Chun-Li…

OW! É LINDA A MINHA TIFA! MUITO FODA!

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Esses cristãos…

Terça-feira - 14 Agosto, 2007

Ontem comemorávamos o aniversário da Ziqx lá no Porcão, apenas funcionários foram convidados. Eu tinha acabado de falar sobre Gene Simmons e seus ensinamentos sobre como ir além de apenas “famoso” e se tornar um ídolo e de repente adentra no recinto a dupla sertaneja pseudo-famosa Cézar Menotti e Fabiano.

Bom, era alguma coisa tipo uma reunião familiar tradicional, com pessoas de várias gerações da família, todos bem trajados como se estivessem indo para o casamento de alguém e aquele ar de “somos famosos” como todo pseudo-famoso que mal trilhou os caminhos tortuosos da fama e já se acham o último docinho do pote. Tudo bem, nada demais. Como o Porcão não estava muito cheio nessa Segunda-Feira, obviamente eram a(s) mesa(s) que mais chamava a atenção.

Papo vem e papo vai, começa o que Gene Simmons chama de “Como ir além das pessoas normais”, que é o momento em que você chama MUITA atenção para que todos notem que você está lá e certamente se destaca em uma multidão: as cerca de 20 pessoas da grande mesa se levantam juntas e uma das senhoras se posiciona atrás do Cézar Menotti, enquanto todos dão as mãos. Em um coro bastante audível (para não dizer alto), que pôde ser escutado em todo o recinto, começam algumas profissões de fé. Claro que ninguém alí perto merecia ouvir aquilo e eles tinham todo o direito de rezar o que fossem, mas é o tipo de coisa que ninguém reclama porque seria taxado de preconceituoso. Se minha mesa tivesse se levantado e começado a entoar as belas letras de amores carnais e fúteis do KISS na altura que eles estavam orando, certamente seria repreendido pelos presentes.

Vai entender…

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E Murphy concluiu seu plano…

Terça-feira - 14 Agosto, 2007

Por fim não conseguimos resolver os bugs finais do jogo para o Motorola KRZR K1, e não pudemos enviar para o MotoDEV. Pelo menos o evento serviu para nos ensinar muito sobre desenvolvimento, principalmente a melhor lição de todas:

“Motorola não é celular de gente”

Repita isso no quadro 1000 vezes.

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Comilão – Participação de Murphy no último dia de trabalho

Quinta-feira - 09 Agosto, 2007

Por que diabos a lei de Murphy sempre aparece na hora H?

Glutt, que foi o nome que demos para o Comilão na versão em inglês, está QUASE pronto. Mínimos detalhes e alguns ajustes no som pra fechar o jogo. A jogabilidade ficou excelente, e o pessoal elogiou muito meus desenhos. Achei tudo foda!

O foda é que o jogo foi feito para funcionar 100% no Motorola KRZR K1, e o que acontece? Temos até o meio dia de amanhã para enviar para o MotoDEV e hoje, às 19:30, o K1 pifou. Pifou pra sempre, nem liga mais. O que podemos fazer? Bom… Estamos testando no V3 e outros modelos Motorola q temos na empresa, mas não sabemos como vai se comportar no dito cujo, exigido pela organização do torneio. A solução vai ser comprar um amanhã de manhã bem cedo e torcer pra não rolar nenhum pal mto grotesco.

Enquanto isso me divirto batendo meu próprio recorde nos outros aparelhos aeuaheuahue

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Odeio faculdade!

Quinta-feira - 09 Agosto, 2007

Porque eu odeio faculdade?

Porque em todas as minhas aulas eu sinto no âmago do meu ser que se eu tivesse pesquisado durante cinco minutos no wikipedia eu já teria acumulado muito mais conhecimento. E o professor não pode aumentar o nível da aula porque a sala simplesmente não acompanha.

Porque eu posso faltar durante um mês e retornar à sala de aula com a certeza de que não perdi nenhuma matéria.

Porque ao invés de eu usar 5 horas do meu dia para fazer dinheiro, eu uso pra perder dinheiro (nota: MUITO dinheiro).

Ah! Nota: eu faço publicidade na Newton Paiva. Não façam isso com a vida de vocês! Sério!

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Duro de Matar 4.0

Sábado - 04 Agosto, 2007

Quando alguém tem a manha de fazer filme, ele tem a manha e é isso aí!

Jonh Maclane está de volta à ativa, em um mundo completamente avançado e à sua frente. Quem precisa de um policial ranzinza quando se tem um grande sistema de vigilância, agentes especiais secretos super equipados e super sistemas digitais de segurança? É mais ou menos sobre isso que o filme fala. Um ataque ao sistema eletrônico dos EUA deixa o país inteiro imerso no caos absoluto, mas Jonh Maclane não está nem aí.

Esse Duro de Matar até superou minhas expectativas em relação à história! A história foi muito bem pensada pra fazer o Maclane andar livremente pelos EUA mas ainda assim com escassez de recursos que já lhe é típica. Você tem a mesma sensação do primeiro e segundo filme quando ele estava em um lugar fechado e precisava se esconder mas ao mesmo tempo ir pra cima do “final Boss”, frequentemente falando com ele por rádio “Ei, eu estou chegando! Você já está com medo?”, enquanto o chefão lentamente vê o plano perfeito saindo de controle por causa de um único cara que ele obviamente subestimou.

Para ter uma noção maior do quão clássico estamos falando aqui, o filme chega ao ponto de ter, além do “Final Boss”, capangas mais fortes e treinados em artes diferentes, algo como “sub chefes” que ele enfrenta em pontos específicos do filme: a chinesa kung fu no meio do filme, momento em que ele começa a efetivamente atrapalhar o vilão, o europeu (eu acho) campeão do Le Parkour na reta final até o chefão, e o super thug que ninguém consegue matar na cena final clássica. Aliás, palmas para essa cena final! A séculos não via algo tão nostálgico! O vilão ameaça o herói completamente destruído, enquanto o capanga mais forte segura a filha do herói e em um canto está o sidekick amigo do herói, completamente desprezado pelos vilões, próximo a uma arma jogada no chão. QUE CENA LINDA! Eu ainda achei que eles iriam estragar a cena fazendo o óbvio, que seria o sidekick pegar a arma e atirar no “final Boss”, o que graças a deus não acontece.

Muitas cenas de tiro, muitas cenas de explosão, muitas perseguições e cenas de carro… filme perfeito! Ainda deram inimigos obviamente superiores para o Maclane derrotar (além da chinesa kung fu e o mestre do Le Parkour), como helicópteros e até um F-35 da força aérea americana. Os 500 thugs armados são fichinha!

O doido é que eles provavelmente perceberam que o grande público do filme seriam nerds geek que provavelmente viram os anteriores e viriam em busca do clássico, então colocaram o rei mitológico dos assuntos mitológicos, Silent Bob, para fazer uma participação no filme como W4rlock, o hacker nerd geek primordial eauhaeueahuaehu. MUITO foda. Além de porradeiro, o filme ainda tem um segundo escape de comédia que é o sidekick nerd que sempre quis ser um herói, mas é covarde e nunca matou ninguém.

Filme lindo, quero ver um Duro de Matar 5.

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Os clássicos da ação

Sábado - 04 Agosto, 2007

Que filme maravilhoso foi Duro de Matar 4.0! Quando eu vejo filmes assim é que eu me lembro que os atores de filmes de ação padrão estão indo embora e ainda não nasceu nenhum que vai dar conta (o Keith Sutherland chega perto com o Jack Bauer, em 24hs, mas ele é bem diferente do que estou falando). Durante a minha infância e início da adolescência era SEMPRE assim: você ia ao cinema e tinha em cartaz o filme de ação, o filme meloso e o filme da vez (da época em que só tinham 3 salas de cinema). Diversas vezes tinha o filme infantil, que normalmente dividia espaço com a seção do filme de ação e o filme meloso depois que saía da sala do filme da vez. Toda semana tinha filme de ação novo. Se considerar que o Arnold Schwarzenegger, até 89, fazia dois filmes por ano e ficou fazendo um por ano até 96, some esse número a todos os atores desse gênero que existiram ao longo dos anos 80/90. Podemos contar vários! Stallone, Bruce Willis, Van Damme, Chuck Norris, Bruce Lee, Steven Siegel, Dolph Laundgreen, Lorenzo Lammas (aehuehuaehuae esse cara é o rei!), Charles Bronson, Kurt Russel, e por aí vai. Eu chuto aqui uma média de uns 20 a 30 filmes de ação idênticos por ano, cada um com suas características individuais que variavam de ator por ator, e os diretores e roteiristas simplesmente faziam o filme.

O Bruce Willis sempre foi o cara que fazia filmes bizarros. Como nunca aceitou direito a verdade definitiva do limite de expressões faciais, que todo ator de filmes de ação clássicos obrigatoriamente tem que ter, ele fazia uns filmes bizarros tipo os 12 Macacos (q é foda, mas é bizarro), Corpo Fechado (que é um lixo), Duas Vidas (que eu não vi até hoje) e outros… Não que ele não consiga fazer os filmes, mas é que em toda cena em que ele ri, você vai lembrar das risadas dele em Duro de Matar, toda vez que ele faz um sinal silencioso com o rosto, você vai lembrar dele em O Chacal ou Xeque-Mate, e por aí vai. Quem já viu a participação dele em Friends ou a aparição rápida em Doze Homens e Outro Segredo deve ter pensado a mesma coisa que eu em toda cena dele: “Nó! Com certeza ele agora vai pegar uma submetralhadora pra ameaçar alguém!”

Eu sou fã do Arnold Schwarzenegger. Muita gente me pergunta porquê ou então solta o típico: “É a mesma coisa todos os filmes!”. Essa frase é muito boa, porque realmente é, mas o fato é que se não fosse não teria graça. Isso acontece em todos os filmes dele, mas vou citar True Lies, de 1994, porquê isso acontece de forma mais descarada. A cena é a seguinte: Arnold Schwarzenegger e sua mulher estão em uma ilha tomada por um terrorista latino-americano, cheia de guerrilheiros armados. Ele se solta, pega uma única arma (com a capacidade máxima de 30 ou 40 balas) e mata todo mundo na ilha, que devia ter pelo menos umas 80 pessoas. Em um dos lances ele está de costas verificando sua pistola que havia ficado sem munição e dois guerrilheiros chegam por trás com sub-metralhadoras, descarregando tiro pra cima dele. Calmamente ele pega a metralhadora sobre uma caixa, se vira de frente para eles e com alguns disparos derruba os dois. O que você espera ao final da cena? A câmera dá um close no rosto dele e ele dá o mesmo sorriso de todos os filmes em que rolam algo do tipo, e você pensa “euhaehue o Arnold é foda!”

Vendo Duro de Matar 4.0 isso acontecia TODA hora. O bacana é que o Jonh Maclane já é um personagem clássico, que todo mundo conhece, então você espera até determinadas atitudes dele, como resmungar sobre “Que merda! Era para eu estar em casa dormindo e esses desgraçados resolvem me atrapalhar! Vou enfiar esse carro na cabeça do desgraçado”, que no ponto em que o filme está ele nem imagina ainda quem é, só sai disparando tiros em todo mundo que aparece armado.

Eu gosto do clássico, do nostálgico. Muita gente concorda comigo, mas em uma maioria a busca por filmes mais surpreendentes e elaborados está grande. Fiquei triste em chegar pra ver Duro de Matar na estréia e a sessão estava quase vazia. Eu gosto mais de cenas de tiro e ver como Jonh Maclane se vira contra inimigos e situações diferentes do que os robôs gigantes destruindo a cidade da semana passada (tanto que no Transformers todas as minhas cenas preferidas envolviam as cenas em que aparecem os soldados americanos).

Vamos esperar pelo filme do 24hs ou algum outro do preguiçoso do Vin Diesel e esperar que seja tão bom quanto os clássicos filmes de ação.