Arquivo da categoria ‘Divagações’

h1

Produzindo cosplays??

Terça-feira - 13 Outubro, 2009

Pois então, num é que o cosplay foi um sucesso?

Trabalhei durante a última semana no cosplay da minha namorada Raquel que decidiu ir de Chun Li no Anime Festival 2009, que aconteceu nos dias 1o e 11 de outubro em BH.

Tecidos: Roupa e paninhos no cabelo

Basicamente a roupa demorou pouco mais de um mês para ser costurada, e então começaram as produções dos acessórios e das pinturas nos tecidos. A costureira fez a roupa sob medida, mas informou que não teria como fazer os detalhes em dourado. O ideal seria bordar aquilo, mas como tínhamos menos de uma semana para terminar resolvemos pintar com tinta para tecido.

A pintura foi feita em três dias, e posso dizer que foi bastante cansativo. Eu fiquei trabalhando nisso direto, dia inteiro, muito atento a detalhes e consultando várias versões de desenhos da Chun Li oficiais ou não. Fui fazendo os traços a caneta com a Raquel vestindo, e dalí continuei a pintura, dando várias mãos pra não mostrar grandes diferenças de relevo ou falhas na textura. Foi muito chato fazer a pintura por debaixo do braço, porque tive que ficar muito tempo esperando secar e tudo mais, mas eu fui adiantando as pinturas nas costas e gola. Nada foi mais complicado do que as pinturas dos seios. Por culpa da Quel aquela área tinha muito pano e eu tinha que ficar colocando bolas de meia por baixo pra poder esticar o tecido. De qualquer forma deu tudo certo e não borrou nenhuma vez.

Botas

Bom, a busca pelas botas demorou muito tempo, mas realmente bota é algo muito caro. Por sorte a Raquel encontrou um par de botas pretas sem nenhum detalhe especial a um preço muito baixo. Compramos uma tinta branca cabulosa para tingir couro e então começamos. A Raquel deu as primeiras mãos e eu fiquei depois só cobrindo os detalhes, pra num ficar nenhuma manchinha.

Por fim ainda rolou uma graxa que hidrata e dá brilho ao couro, que tirou um pouco da tinta mas não atrapalhou a cor final.

Braceletes

A maioria dos cosplays de Chun Li que encontrávamos pela internet tinham o mesmo problema: os braceletes. Eu de fato não tinha idéia NENHUMA sobre como fazer. Como a Raquel tinha uma grande experiência produzindo equipamentos para o Graal, ela sugeriu fazer o bracelete com espuma revestida com courino. Ela inclusive comprou uma espuma fina para fazer até os espinhos com espuma, cobrindo com courino prateado. Não… isso definitivamente não ia dar certo.

No mesmo dia em que começaríamos as pinturas decidimos dar uma volta pelo Centro de Belo Horizonte procurando por materiais, e várias idéias foram surgindo. A primeira foram umas plaquinhas de metal que eu tava maluco para retorcer e derreter até fazer os fincos, mas era muito caro e eu num tinha nem idéia. Só queria brincar de retorcer metal que deve ser muito divertido. Depois visitamos várias e várias lojas de bijouterias e aviamentos, aonde encontramos uma espécie de gota de acrílico muito grande que passamos a usar como referência para o tamanho. Mas foi aí que veio a idéia… por que não usar a própria gota como espinho?

Na loja aonde compramos as tintas para tecido perguntamos sobre tinta para pintar o acrílico, e aí nos foi apresentada uma tinta metálica para vitrais MUITO bonita. Fechou, resolvemos levar. A tinta realmente foi perfeita!

Após vários cálculos de diâmetros, raios e perímetros, e muitos cortes e colagens finalmente terminamos os braceletes. Novamente as técnicas de colagem com cola de sapateiro da Quel vieram muito a calhar.

No evento foi um sucesso só. Foi ela colocar a roupa e a gente não conseguia andar um metro sem vir uma horda de otakus fotografando. Muita gente elogiou e eu fiquei bastante satisfeito com o trabalho! Agora estou ansioso para o próximo, que virá com certeza. Enquanto isso pretendemos melhorar um pouco alguns detalhes que ninguém percebeu para os próximos eventos.

As fotos estão na galeria do Gabriel Dias (/neonights), e vocês podem conferir no link http://www.flickr.com/photos/neonights

h1

Encho.com.br no ar!

Terça-feira - 01 Setembro, 2009

Finalmente! www.encho.com.br já está no ar! Muito em breve já estará no ar a primeira edição de Una Ne’e, minha primeira Webcomic!

Una Ne'e

O projeto Una Ne’e está prestes a ser concluído, mas o cientista responsável teme que ele caia em mãos erradas. A arma que está sendo criada provavelmente revolucionará a tecnologia bélica mundial, porém muito ainda deve ser feito. As empresas financiadoras exigem um protótipo o quanto antes e reclamam pela falta de informações sobre o andamento do projeto. E é neste cenário conturbado que a vida de uma jovem irá mudar radicalmente.

Durante muito tempo pensei em várias histórias que poderiam se tornar quadrinhos, animações ou até filmes, mas infelizmente a falta de tempo ou capacidade de concluir esse projetos me deixaram parado no tempo. Bom, chegou a hora de mudar isso! Una Ne’e será a primeira de várias histórias que ainda virei a publicar. Escolhi fazer uma Webcomic pela facilidade de produzir, publicar e divulgar, e conto com o apoio dos internautas para fazer esse projeto dar certo e, quem sabe, migrar para outras mídias.

Fiquem de olho no meu twitter para maiores informações! @encho!

h1

Home Sweet Home

Terça-feira - 23 Junho, 2009

Muito tempo depois, volto a postar neste blog apesar de ainda não saber se darei sequência a ele ou se continuarei em outro serviço (explicações logo a seguir)

Várias ocasiões me levaram a um ponto em que não ter uma quantidade X de trabalhos meus online está me prejudicando bastante, e grande parte dos meus trabalhos desenvolvidos nos últimos três anos simplesmente não pode ser publicado devido a várias questões de direitos de distribuição e etc. O que acontece é que eu já me aproximei bastante daquele teto que existe para quem ainda não é um profissional formado, mesmo tendo mais experiência e conhecimento que grande parte dos profissionais formados que conheço (nada contra, moçada, mas vocês sabem que eu sempre parti direto pra prática, e eu não passo um dia sequer sem treinar alguma coisa). Conclusão? Comecei a trabalhar no meu novo site, http://www.encho.com.br, que provavelmente irá ao ar nas próximas semanas.

Como será o Encho.com.br? Simples e direto. Uma espécie de portifólio online aonde publicarei meus trabalhos, tanto ilustrações como animações, games ou seja lá oq eu produzir daqui pra frente, em um formato bastante interativo. Pretendo integrar ao máximo o site a serviços sociais que já utilizo, como minha página no deviantArt (http://encho.deviantart.com) e este blog que você está lendo. Ainda não sei se irei criar serviços para blog dentro do site como já fiz em outras épocas, mas por hora provavelmente apenas darei continuidade a esse.

Com relação a outros trabalhos que já citei aqui, provavelmente darei sequência a alguns deles. Blood Schools – The Game é um dos que mais quero colocar pra frente, mas talvez em outro formato. O antigo era muito extenso e o projeto gigantesco, e eu mesmo não tinha muita noção do tempo que iria gastar para fazê-lo. Agradeço muito às empresas por onde passei nos últimos anos que afiaram bastante essa minha visão de projeto, e tenho certeza que me renderá bons frutos em um futuro próximo.

Mantenham-se conectados ou me sigam pelo twitter (@encho) para ficarem ligados em futuras atualizações.

h1

Blood Schools em atraso por dificuldades técnicas

Domingo - 21 Setembro, 2008

Pois é, muita gente me perguntou muito sobre o jogo que eu estou fazendo… Cadê ele? Num ia sair um demo semana passada? Cadê? Cadê?

Pois é… Semana passada eu acabei me enrolando mesmo pra fazer e acabei demorando muito. Acabou que durante a semana eu avancei bastante e nesse fds eu fiz bastante coisa, muita mesmo. Na hora de colocar pra rodar, pra poder testar, o computador simplesmente não dá conta. Achei que fosse dar pra fazer mais (aliás bem mais) nesse computador, mas pelo jeito não vai ter como. Acho que o Flash exige menos pra compilar e desenhar as animações, efeitos de transições e talz, mas linhas de código ele pena! Já tinha tentado compilar o Action Stick aqui e ele demorou 35 minutos (mas conseguiu), ao contrário dos 2 minutos tradicionais lá no pc da ZiqX. Mas era um código muito simples, com nenhuma função… Só variáveis e ifs em alguns momentos da animação ou controle de evento ao apertar o único comando do jogo…

Eu sei que se eu fechar todas as minhas aplicações e tentar compilar talvez dê um melhor desempenho (pelo menos travar tudo eu acho que não vai travar), mas eu já tô preferindo esperar o MacBook chegar mesmo…

h1

Disney volta a fazer animações curtas!

Sexta-Feira - 05 Setembro, 2008

… a Disney é foda cara… Pateta é demais.
Num tenho nem o que comentar

h1

Turma do Limoeiro… é o fim de Turma da Mônica – The College Days

Sábado - 30 Agosto, 2008

uheauhaueuea o Hugo vai ficar puto demais

Ano passado a gente tinha começado a idealizar “Turma da Mônica – The College Days”, e a idéia era idêntica a essa…

Mais uma idéia roubada e já utilizada ahahaha. E o pior é que ficou muito bom! Se tivesse ficado mal feito eu ia ficar puto demais também.

Só faltava lançarem a nova novela da Record… Café com Aroma de Samurai, mas não me atrevo a soltar detalhes para não roubarem mais uma idéia! euheauhhuae

h1

Re-Emblogando

Quarta-feira - 09 Julho, 2008

Ahá! Muito tempo desde meu último post, muita coisa aconteceu, muito mudou e o assunto só aumenta.

Para começar essa semana estou trabalhando com um jogo em Flash (mas o quê? o Encho num trabalhava com jogos de celular?), pois é… Vai entender. Foco não é uma característica marcante no meu trabalho, mas tudo bem. Vou aprender um bocado, apesar de não ser leigo se tratando de jogos em Flash. Fazia um tempo que o máximo que eu fazia em Flash e programação ActionScript eram algumas apresentações aqui pra empresa mesmo e até uma propaganda para televisão (ééé, essa eu ainda vou falar no futuro, pq apesar de já estar pronta ainda não tem nada certo sobre a publicação. Só está certo que vai passar no cinema, durante algum filme bacana).

Voltei a desenhar em casa, provavelmente vou voltar a trabalhar no Tomos de Yenshar, uma história que eu comecei a escrever em 2006 com a Japa, minha namorada na época, e que já tá quase finalizada. A idéia é montar um tipo de quadrinhos online, tudo em Flash, com pequenas animações em determinados trechos da história. A dinâmica da coisa eu num consigo descrever muito bem (ninguém nunca entende), mas a coisa funciona na minha cabeça então deve dar certo… ahahahah (espero!)

No fim dessa semana espero estar postando os desenhos dos personagens de um RPG que estou jogando, no cenário criado por um amigo meu, o Saulo, chamado Blood Schools. Anime, escolas, porrada, mulheres gostosas, porrada, e uma história muito boa (simples como todo anime de porrada em escola deve ser, mas com seus mistérios e personagens bem elaborados).

Aliás, falando em anime… Voltei a baixar animes, começando por animes de escola com porrada (aeuhaeuhea será porque?). Terminei de ver History’s Strongest Disciple Kenichi, e é MUITO bom. Desde Full Metal Alchemist e Samurai Champloo eu num via um anime tão completo (comédia, porrada, desenho e animação bacana, mulheres gostosas). Agora estou assistindo Air Master, que parece ser jóia também. Depois faço um review desses animes todos com a minha opinião pessoal.

Bom, fico por aqui e sejam bem vindos de volta!

h1

Futuro e passado do RPG

Sexta-Feira - 31 Agosto, 2007

Amo RPG, isso num é segredo. Meu companheiro aqui do trabalho me falou outro dia: “Cara, você é um dos caras mais animados que eu conheço, sai com a gente pra qualquer lugar, anima qualquer programa… mas em dia que eu sei que você tem RPG eu desisto!” e RPG pra mim é lei!

Mas outra sessão termina por causa de motivos parecidos. Aquele papo de “o RPG não tem vencedores ou perdedores, todos se divertem” parece que foi deixado nos livros antigos de Dungeons & Dragons mesmo. A batalha pelo combo perfeito, pelas regras mais apuradas, pelas discussões entre os jogadores e o mestre, que deveria ser o mediador e a palavra definitiva nesses casos, simplesmente teimam em voltar e voltar e voltar… e eu vejo que não tem jeito. Hoje eu participo de vários grupos diferentes, poucos com as mesmas pessoas, e foi intencionalmente. Quanto mais experientes, maior a frequência dos conflitos. Todo mundo entende de regras o suficiente para saber exatamente aonde está o ponto de onde eles podem tirar proveito das regras para vencer mais no jogo (se é que isso é possível) e ainda sobrar alguns pontinhos para colocar em alguma coisa inútil só para poder falar depois: “Olha como não sou caça-bônus! Coloquei pontos aqui só pq não quero ficar tão absurdo”. Quando você presa pela história ou personalidade do personagem, não demora a aparecer a sugestão de alteração na ficha para ficar melhor.

A maioria já conta com o balanço do jogo, mas eles vivem lutando para destruir esse balanço. Num é paradoxal? Se o propósito é jogar um jogo balanceado, porque então não se faz personagens balanceados? Impressionante o número de erros de cálculo de nível de dificuldade, pois o que te dizem nos livros na maioria das vezes não está contando que os jogadores tenham esses combos mirabolantes. Ou o grupo esmaga os oponentes e se gaba no final, para desespero do mestre que busca um melhor nível de desafio, ou os monstros surram os personagens e uma briga entre os jogadores começa.

Não vou nem dissertar muito sobre o abandono da interpretação, última característica a ser pensada na maioria das vezes. Aquela de começar pelo conceito básico do personagem já foi pro saco há muito tempo. Começa-se pelas vantagens, desvantagens ou talentos, dependendo de qual sistema joga. Já vi jogador experiente se perguntando o que é aquele “concept” no topo da ficha. Já cansei também de ver as fichas com a parte “descrição” em branco. Aquela de cada jogador sempre fazer o mesmo personagem nem é o maior problema, o problema é o único personagem que o jogador se propôs a jogar. Corta o cabelo, muda a cor da roupa, atualiza pro cenário, tá pronto. Foi-se o tempo do “Eu sou o anão.” “Então eu serei o elfo”. “Você será o guerreiro e você será o mago.” e no meu caso sempre era seguido da frase “odeio jogar de mago”, mas era isso aí. Todo mundo acabava jogando com sua classe e ganhando cadeirinha de honra ou então revezava nos papéis, o que gerava coisas muito interessantes e nunca derrubava a monotonia. Zilhões de arquétipos, habilidades, cenários, livros e mais livros, e ainda tem gente que reclama quando o mestre limita. As regras que eram para ser apenas o que garantia o balanço e o desafio de um jogo que era, basicamente, um jogo de interpretação, agora viram o próprio jogo. Só faltava virar o fundo de uma caixinha que ficava na mão do mestre para conferir as regras, como aqueles jogos de tabuleiro. Aliás, há quem bata o pé afirmando “todo jogo tem suas regras e é assim que se joga” o que leva a terra vários escritos lendários que já foram apagados de vários livros mais novos de RPG que diziam coisas como “no RPG não há vencedores” ou “o RPG é baseado em uma das atividades mais antigas do mundo: contar histórias” ou simples “no RPG não existem regras, apenas existem guias que ajudam jogadores e mestres a jogar uma brincadeira cuja decisão depende da sorte”. É claro que sorte é a última coisa da qual os jogadores querem depender. Acho o cúmulo várias regras e habilidades que simplesmente anulam os famosos erros e acertos críticos, ou até mestres que eliminam essa regra para o jogo ficar mais rápido e menos aleatório. Mas é claro! Um turno que um personagem ou monstro perde certamente custará o final do combate, resolvido normalmente em poucas ações. Rola até uma preferência pelos combates mais rápidos, com o menor número de rolagens possível. Concordo, mas se tudo fosse resolvido na conversa, algo como “eu acho que se você parar o tempo e segurar o dedo no gatilho da sua metralhadora de frente para o seu alvo imóvel não há nem chances dele sobreviver”, certamente tudo se resolveria rapidamente. O pior é um dos jogadores começar a interrogar o mestre afirmando que a regra não é essa e ainda reclamar quando os jogadores se unem para tentar explicar como acontece na vida real. Se na vida real a cena provavelmente seria possível, imagine você a mesma cena acontecendo em um mundo virtual que na maioria das vezes preza pelos heróis e seus feitos fantásticos.

A matemática dos sistemas começa a beirar a perfeição dependendo do tipo de cada jogo. Quer fazer um personagem que seja dessa forma mais esdrúxula que você consegue pensar? O sistema muito provavelmente já possui regras para te contar como que essa coisa que você pensou funciona nas regras do jogo e tudo fica engrenado. Mas daí a se divertir com esse personagem começa cada vez mais ficar cada vez mais difícil, e o RPG deixa de ser Role-Playing Game, ou um Jogo de Interpretar, para se tornar um tipo de MCG, um Mathematics Combo Game, o jogo de se usar o maior número de variáveis e funções a seu favor.

h1

Odeio faculdade!

Quinta-feira - 09 Agosto, 2007

Porque eu odeio faculdade?

Porque em todas as minhas aulas eu sinto no âmago do meu ser que se eu tivesse pesquisado durante cinco minutos no wikipedia eu já teria acumulado muito mais conhecimento. E o professor não pode aumentar o nível da aula porque a sala simplesmente não acompanha.

Porque eu posso faltar durante um mês e retornar à sala de aula com a certeza de que não perdi nenhuma matéria.

Porque ao invés de eu usar 5 horas do meu dia para fazer dinheiro, eu uso pra perder dinheiro (nota: MUITO dinheiro).

Ah! Nota: eu faço publicidade na Newton Paiva. Não façam isso com a vida de vocês! Sério!

h1

Os clássicos da ação

Sábado - 04 Agosto, 2007

Que filme maravilhoso foi Duro de Matar 4.0! Quando eu vejo filmes assim é que eu me lembro que os atores de filmes de ação padrão estão indo embora e ainda não nasceu nenhum que vai dar conta (o Keith Sutherland chega perto com o Jack Bauer, em 24hs, mas ele é bem diferente do que estou falando). Durante a minha infância e início da adolescência era SEMPRE assim: você ia ao cinema e tinha em cartaz o filme de ação, o filme meloso e o filme da vez (da época em que só tinham 3 salas de cinema). Diversas vezes tinha o filme infantil, que normalmente dividia espaço com a seção do filme de ação e o filme meloso depois que saía da sala do filme da vez. Toda semana tinha filme de ação novo. Se considerar que o Arnold Schwarzenegger, até 89, fazia dois filmes por ano e ficou fazendo um por ano até 96, some esse número a todos os atores desse gênero que existiram ao longo dos anos 80/90. Podemos contar vários! Stallone, Bruce Willis, Van Damme, Chuck Norris, Bruce Lee, Steven Siegel, Dolph Laundgreen, Lorenzo Lammas (aehuehuaehuae esse cara é o rei!), Charles Bronson, Kurt Russel, e por aí vai. Eu chuto aqui uma média de uns 20 a 30 filmes de ação idênticos por ano, cada um com suas características individuais que variavam de ator por ator, e os diretores e roteiristas simplesmente faziam o filme.

O Bruce Willis sempre foi o cara que fazia filmes bizarros. Como nunca aceitou direito a verdade definitiva do limite de expressões faciais, que todo ator de filmes de ação clássicos obrigatoriamente tem que ter, ele fazia uns filmes bizarros tipo os 12 Macacos (q é foda, mas é bizarro), Corpo Fechado (que é um lixo), Duas Vidas (que eu não vi até hoje) e outros… Não que ele não consiga fazer os filmes, mas é que em toda cena em que ele ri, você vai lembrar das risadas dele em Duro de Matar, toda vez que ele faz um sinal silencioso com o rosto, você vai lembrar dele em O Chacal ou Xeque-Mate, e por aí vai. Quem já viu a participação dele em Friends ou a aparição rápida em Doze Homens e Outro Segredo deve ter pensado a mesma coisa que eu em toda cena dele: “Nó! Com certeza ele agora vai pegar uma submetralhadora pra ameaçar alguém!”

Eu sou fã do Arnold Schwarzenegger. Muita gente me pergunta porquê ou então solta o típico: “É a mesma coisa todos os filmes!”. Essa frase é muito boa, porque realmente é, mas o fato é que se não fosse não teria graça. Isso acontece em todos os filmes dele, mas vou citar True Lies, de 1994, porquê isso acontece de forma mais descarada. A cena é a seguinte: Arnold Schwarzenegger e sua mulher estão em uma ilha tomada por um terrorista latino-americano, cheia de guerrilheiros armados. Ele se solta, pega uma única arma (com a capacidade máxima de 30 ou 40 balas) e mata todo mundo na ilha, que devia ter pelo menos umas 80 pessoas. Em um dos lances ele está de costas verificando sua pistola que havia ficado sem munição e dois guerrilheiros chegam por trás com sub-metralhadoras, descarregando tiro pra cima dele. Calmamente ele pega a metralhadora sobre uma caixa, se vira de frente para eles e com alguns disparos derruba os dois. O que você espera ao final da cena? A câmera dá um close no rosto dele e ele dá o mesmo sorriso de todos os filmes em que rolam algo do tipo, e você pensa “euhaehue o Arnold é foda!”

Vendo Duro de Matar 4.0 isso acontecia TODA hora. O bacana é que o Jonh Maclane já é um personagem clássico, que todo mundo conhece, então você espera até determinadas atitudes dele, como resmungar sobre “Que merda! Era para eu estar em casa dormindo e esses desgraçados resolvem me atrapalhar! Vou enfiar esse carro na cabeça do desgraçado”, que no ponto em que o filme está ele nem imagina ainda quem é, só sai disparando tiros em todo mundo que aparece armado.

Eu gosto do clássico, do nostálgico. Muita gente concorda comigo, mas em uma maioria a busca por filmes mais surpreendentes e elaborados está grande. Fiquei triste em chegar pra ver Duro de Matar na estréia e a sessão estava quase vazia. Eu gosto mais de cenas de tiro e ver como Jonh Maclane se vira contra inimigos e situações diferentes do que os robôs gigantes destruindo a cidade da semana passada (tanto que no Transformers todas as minhas cenas preferidas envolviam as cenas em que aparecem os soldados americanos).

Vamos esperar pelo filme do 24hs ou algum outro do preguiçoso do Vin Diesel e esperar que seja tão bom quanto os clássicos filmes de ação.